Das intermitências epistémicas III.
D. Quixote da pós-modernidade urbana fazia e refazia os filmes como muito bem entendia.
Andava no metro sujo e escuro e isso era poético por uma tal estética do subúrbio; encontrava a paixão da sua vida na zona de restauração do centro comercial porque já ali haviam estado antes e portanto era um clássico, e alumínios e neons e pacotes de plástico podiam bem despertar certa comoção kitsch.
D. Quixote da pós-modernidade urbana ia muito ao cinema, mas com os filmes já feitos. E queria, porque queria, que o amor fosse puro e romântico e de uma vida inteira sem interposta pessoa e sem desvarios efémeros, vulgo one night stand, que era para chorar no fim.
Vulgar e ordinariamente, a esta admirável, adorável personagem era apontada a crítica desdenhosa e quase complacente, quase displicente, do ‘tu-não-percebeste-nada-de-nada-do-filme-foi-o-que-foi’.
Uma pena, a falta de sensibilidade poética. Uma pena.
Andava no metro sujo e escuro e isso era poético por uma tal estética do subúrbio; encontrava a paixão da sua vida na zona de restauração do centro comercial porque já ali haviam estado antes e portanto era um clássico, e alumínios e neons e pacotes de plástico podiam bem despertar certa comoção kitsch.
D. Quixote da pós-modernidade urbana ia muito ao cinema, mas com os filmes já feitos. E queria, porque queria, que o amor fosse puro e romântico e de uma vida inteira sem interposta pessoa e sem desvarios efémeros, vulgo one night stand, que era para chorar no fim.
Vulgar e ordinariamente, a esta admirável, adorável personagem era apontada a crítica desdenhosa e quase complacente, quase displicente, do ‘tu-não-percebeste-nada-de-nada-do-filme-foi-o-que-foi’.
Uma pena, a falta de sensibilidade poética. Uma pena.

1 Comments:
A propósito:
...gosto mesmo deste teu novo registo
*
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