Monday, February 06, 2006

Das intermitências epistémicas II.

Um encontro marcado com a rapariga que acabou de entrar em cena, com papel desconhecido mas que, desconfiamos, porque é tão bonita e terrivelmente inteligente, há-de ser importante, é das coisas mais frágeis que há.
Vamo-nos deitar com mil planos de conversa e de postura e acordamos no dia seguinte a rever passo a passo o que definimos. E sinal inequívoco do grau de importância da situação é o medo tremendo que temos de ligar o telemóvel e achar alguma mensagem inocentemente demolidora, demolidoramente inocente, que diga que surgiu um não-sei-quê-urgente.
Acreditamos que se não ligarmos o telemóvel tudo vai correr bem, maravilhosamente bem; mas só mantemos uma resolução deste tipo até ao momento de nos irmos arranjar.

1 Comments:

Blogger Daniel Figueiredo said...

Gosto deste registo.

Até já*

11:12 AM  

Post a Comment

<< Home